quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

#ForaCunha, #ForaDilma... Mas #FicaQuem?

Antes de mais nada gostaria de dizer que sou comunista convicto, filiado ao PCdoB desde 2003, sempre votei na esquerda e não deixo que conversas de boteco definam a minha linha de pensamento. Sei construir as minhas opiniões de forma independente, e sei também elogiar e criticar quando se é necessário. Por isso que esse texto não possui nenhum cunho partidário. Não farei aqui defesa de pessoas tampouco de sistemas de governo. Defenderei algo muito maior do que qualquer outra coisa. Vamos aos fatos.
Que a situação político-econômica do Brasil está para lá de desesperadora, isso não é nenhuma novidade. Que os entraves entre os partidos adversários, a oposição x a situação e executivo x legislativo estão minando toda e qualquer oportunidade de crescimento do Brasil é mais do que notório. Mas o que podemos fazer?
Explodem manifestações de #ForaDilma pelo país afora. Em partes eu até concordo. A presidente deixou o mingau desandar. Já não consegue conduzir o seu governo como esperado. O modo Dilma de governar deve ser substituído. Mas de maneira democrática. Porque senão, vejamos: A Dilma sofre um processo de impedimento, e como diz o grande Deputado Federal Francisco Everardo Oliveira Silva, do PR de São Paulo (quer saber quem é esse, vá ao Google), falo impedimento mesmo porque sou brasileiro. Assume a presidência o Michel Temer, do PMDB, o partido que tem mais nomes envolvidos nos escândalos de corrupção deste país. Logo o Temer, que também é citado em vários casos de recebimento de propina e enriquecimento ilícito? Presidente de um partido que mais parece frutas em fim de feira, quem pagar mais, leva? Isso seria de um retrocesso descomunal.
Mas digamos que as coisas caminhem como eu acho que devem caminhar, e a Dilma termine o seu mandato. Quem escolher para suceder a não tão amada presidente? Me apegarei a principal opção da atual oposição, o Aécio. É sabido por todos do histórico do mesmo com bebidas, drogas e agressões a mulheres. Até então tudo relacionado a vida pessoal do rapaz. E como o nariz é dele, ele enfia onde ele quiser. Mas quando falamos de tráfico de drogas e lembramos do caso do helicóptero dos Perrelas, aí a chapa esquenta. Não se pode entregar uma nação nas mãos de um indivíduo desse por puro revanchismo. Seria uma baita irresponsabilidade.
E pra não dizer que não falei das flores, vamos ao #ForaCunha. Alguém tem dúvidas de qual deva ser o destino desse senhor? Conta na Suíça, envolvido em fraudes, e por que não dizer formador de quadrilha, visto o que se vem descobrindo com o passar dos dias? E pra piorar, porque no Brasil sempre tem como as coisas ficarem pior, ele dita as regras do jogo que julga o seu próprio comportamento. Confirmando que o Cunha seja afastado, assume o primeiro vice-presidente da Casa, o nobre Deputado Waldir Maranhão, que também é citado por Alberto Youssef, aquele doleiro famoso, como recebedor de propina. Acho que estamos num beco sem cachorro ou num mato sem saída.
O que temos que perceber, é que o problema do Brasil não está apenas na Dilma, no Cunha, no Aécio. Está em boa parte do sistema político brasileiro. Um grande número de senadores, deputados, vereadores e chefes do executivo desse país deveriam estar encarcerados no presídio mais próximo. Mas mesmo assim se colocam como candidatos, são avalizados pela nossa justiça, são votados pelo povo brasileiro e estão aí, cometendo esses crimes que presenciamos todos os dias nos jornais e nos brindando com cenas, que seriam trágicas se não fossem cômicas, de brigas motivadas por interesses pessoais no congresso nacional.
A verdade, é que estamos sem opções. Os aliados de hoje se tornam desafetos amanhã por mera conveniência. E não vislumbramos alguém que nos salve dessa loucura. O Brasil está a beira de um colapso e o que observamos são manipulações diárias em busca do poder, sem se importar com o futuro desse país.  Desemprego em alta, incertezas políticas que nada ajudam a nossa atual situação, recessão econômica, inflação alta e corrupção desenfreada estão nos levando a uma crise sem precedentes. Por isso desafio você que está lendo esse texto agora. Você petista, tucano, peemedebista, comunista, anarquista, liberal, enfim. Reúna os seus amigos na sua rua, no seu bairro, na sua cidade. Saiam as ruas. Mas não com bandeiras de partidos ou cartazes de fora fulano ou fora ciclano. Escolha um local público perto de onde você mora e debata com seus pares. Mas não contra a Dilma, contra o Cunha ou contra quem quer que seja. Debata a favor do Brasil. Sem paixão partidária, sem ofensas a esse ou aquele político, sem restrição a quem quer que seja. Vamos tentar juntos achar uma solução para os problemas que estamos enfrentando.
Desafio você a por aqui nos comentários do blog uma data e um local onde poderá acontecer tal reunião. Quero ver quantas pessoas tem a coragem de se despir dos seus vícios políticos e de fato buscar uma alternativa plausível. Espero poder colaborar. Quem se interessa nessa forma de fazer política, pode entrar em contato através do e-mail andremaron@gmail.com. Vamos juntos de fato mudar o Brasil. Como eu disse no começo eu sou comunista. Mas acima de tudo, eu sou brasileiro como todos vocês.

Viva o Brasil.

André Luiz Maron

Manaus, 16 de dezembro de 2015.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Uma reflexão tardia.

Publiquei esse texto em 2008, logo após as eleições municipais. Fiz uma reflexão acerca da "parceria" PT/PMDB. E hoje observamos algo que eu tinha certeza que iria acontecer. Imposição e insurgência do partido mais traiçoeiro da estória democrática desse país. 
Senão, vejamos:

Eleições 2008: Lula ganha, PT perde.

Com o desfecho definitivo das eleições municipais de 2008, nós, militantes de esquerda, chegamos a uma triste, porém real conclusão. Os maiores vencedores foram o presidente Lula e o PMDB. Nós fomos quem mais saímos perdendo. Tudo bem que enterramos de vez os DEMOS, que neutralizamos ainda mais os tucanos e que estamos a frente de prefeituras de 10 capitais, 6 com o PT, 3 com o PSB e 1 com o meu amado PCdoB.
Mas o que me deixa realmente preocupado, é que a inércia do presidente Lula em alguns casos, proporcionou um crescimento substancial ao PMDB, que passou de 2 para 6 capitais governadas pela legenda de centro. Cidades importantes como Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, enquanto temos que nos contentar com capitais de menor expressão política, onde se pode destacar Fortaleza, Recife e a parceria hibrída do PT com o PSDB em BH. E a queda de 9 para 6 capitais comandadas pelo partido do presidente.
Quando se trata de números gerais,meus cabelos começam a cair. O PMDB governa 1.203 municípios brasileiros, enquanto o PT vem muito atrás com 557, o PSB tem 311 e os comunistas aparecem com 40 cidades governadas.
Aí vocês devem me perguntar: mas por que a preocupação se o PMDB é da base do governo federal?
Vocês já ouviram falar em criar cobra pra te engolir mais tarde? Pois é. A disputa entre as legendas do PT e do PMDB em alguns municípios (peguem Salvador como exemplo) criaram fissuras na aliança que dificilmente serão corrigidas. O cenário é assustador. Podemos por exemplo, entrar numa disputa pelo governo baiano tendo de um lado o governador Wagner, e do outro o ministro Geddel, ou até mesmo o próprio JH, reeleito prefeito no último dia 26/10. Ou, pasmem, pior ainda. Podemos ter o retorno de membros do regime carlista, nas figuras de Paulo Souto e César Borges, com o apoio incondicional do PMDB, numa forma de retribuir o apoio dado pelo Neto de ACM ao candidato João Henrique.
No que diz respeito a eleição presidencial então, eu não quero nem pensar . As eleições de 2010 prometem. E se vocês quiserem um conselho, apertem os cintos, o comandante da nave petista, sumiu.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quando o perigo se aproxima, os justos se levantam.

Uma eleição emocionante e imprevisível como foi a que acabou (será que acabou?), sempre mexe com os brios e as emoções de quem sempre foi ligado a política. No meu caso, as calorosas discussões travadas pelas redes sociais e até mesmo no tête-à-tête, os debates pela construção de uma agenda progressista e a covardia cometida pelos barões da imprensa e pelos grandes empresários na tentativa de recolocar no poder aqueles que foram rejeitados pelo povo em 2002, me reaproximaram da esquerda. Não que eu a tenha deixado. Falo da esquerda original, aquela dos anos 80/90 que víamos com olhos de poesia. Pois é. Voltei com tudo para essa esquerda.
E voltei ainda mais romântico e apaixonado. Talvez a linda vitória de Rui na Bahia e a emocionante virada de Dilma a nível nacional colaboraram para isso. A aproximação do retrocesso fez desperta em mim uma chama que se encontrava não apagada. Mas apenas com um fio de vida. A vontade de colaborar para as reformas sociais necessárias para a evolução do país me consome. A força de combater a mal política, idem. E espero que não tenha sido eu o único a sentir isso.
É o momento do PT dá uma nova guinada na sua história. Se afastar de partidos fisiológicos, interesseiros, e se reaproximar de suas origens. Olhar com mais carinhos para as agendas propostas por Psol, PCdoB. E por que não PSTU?? Se libertar de favores políticos visando a tal da GOVERNABILIDADE. Isso quem garante é o povo. Um governo que faça reformas que sejam úteis para a população, que garanta o crescimento social dos mais necessitados e que construa um país forte, não precisa da aprovação de um sem número de parlamentares, e sim da aprovação da população.
É chegada a hora de uma reforma política de fato. Não apenas nas regras de como se fazer, mas também na maneira de se fazer. Com maior transparência, sem a necessidade de conchavos e acordos escusos. Temos ótimos quadros despontando pelo país afora. Além dos já conhecidos petistas, comunistas e socialistas (sim, existem pessoas boas ainda no PSB), "surgem" nomes como o de Marcelo Freixo e Jean Wyllys, que se mostraram engajados na manutenção do forma progressista de se governar.
Como eu falei acima, a eleição pode ter acabado. Mas agora começa a luta permanente pela manutenção da decisão popular. Vamos enfrentar tentativas de golpes das mais diversas formas. Aberto ou velado. Por políticos, militares, orgãos da imprensa, enfim. A euforia passou. O perigo ainda não. Levantemos. Ainda temos muito trabalho pela frente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CARTA ABERTA AO POVO CAMAMUENSE


CARTA ABERTA AO POVO CAMAMUENSE

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de agradecer ao excelentíssimo Juiz da 78ª Zona Eleitoral, o Dr. João Paulo Guimarães Neto, por fazer com que voltemos a acreditar que a justiça ainda merece credibilidade por parte dos cidadãos de bem desta cidade.

A postura íntegra, profissional, competente e ética de Vossa Excelência merece todo o louvor, pois atravessávamos por um momento de desconfiança na justiça deste país, depois de acompanharmos tantos julgamentos com cartas marcadas e sentenças duvidosas.

Que a prática de Vossa Excelência, adotada desde a campanha eleitoral, seja exemplo para o resto o país.

É com pesar que constatamos que Camamu chegou ao fundo do poço. Depois de sermos protagonistas de noticias negativas na mídia de todo o país nos últimos anos, voltamos a ser piada no estado da Bahia.

Tudo isso porque, numa decisão acertada e corajosa, o Dr. João Paulo fez valer a lei e declarou nula a eleição ocorrida no último dia 7 de outubro, considerando as manobras ilegais e imorais realizadas neste pleito, desde a sua campanha.

Os poucos carros de som em circulação em nossa cidade fazendo a devida propaganda eleitoral, respeitaram todos os aspectos da legislação ambiental em vigor.

Porém, isso não foi impeditivo para que ocorressem situações irregulares e que macularam o resultado real da votação. O resultado disso é que Camamu não possui representante escolhido legitimamente pelo povo para ser empossado no dia 1º de janeiro.

Mais um capítulo triste na história desta majestosa cidade, que há anos sofre com problemas políticos, administrativos e jurídicos. Dos últimos quatro gestores, três tiveram seus mandatos interrompidos pela justiça.

Temos a obrigação de mudar este cenário. Não podemos mais compactuar com este situação. Temos que conclamar a população para repensarmos os rumos da nossa cidade. O momento é de unificação. O que está em jogo é o futuro camamuense.

Deixemos de lado nossos projetos e vaidades individuais. Não podemos mais tratar o nosso destino sob a batuta de indivíduos, e, sim, capitaneados pela sociedade como um todo. Camamu já perdeu todo o tempo que tinha para perder.

A decisão da Justiça nos deu uma nova chance para consertarmos antigos erros e colocarmos Camamu no rumo certo.

Estamos vendo cidades vizinhas em pleno desenvolvimento e observamos que aqui parece que estamos estagnados, parados no tempo, por problemas causados por políticos mal intencionados e à margem da vontade do povo.
Camamu não merece mais sofrer assim. Que esta situação seja a gota d’água que faltava para transbordar o balde onde estavam adormecidas a força e a garra desse povo.

Vamos nos unir para apoiar a decisão acertada do Juiz e não deixar que manobras escusas mude esta deliberação. E vamos juntos discutir o que consideramos melhor para a nossa cidade. Esqueçamos as vontades particulares.

Temos a chance de pela primeira vez na história deste município fazermos algo de forma coletiva e unificada. E faremos isso não por A ou por B, mas sim por toda a nossa Camamu. Afinal, Camamu tem que voltar a sorrir.

Camamu (BA), 19 de dezembro de 2012.




André Luiz Maron pelo PCdoB

Fernando Antônio dos Santos pelo PSD;

Elvis Gibson pelo PSDC;

Oto Gibson pelo PPS;

Alberto Santos pelo PR;

Alfredo Vasconcelos pelo PMDB;

Joaci Caetano pelo PV;

Rozel pelo PRTB;

Adélia da Paixão Santos pelo PRP

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Caos camamuense!!! Quem é o culpado????

Conversando com minha vizinha Dona Petelina, aquela mesma que tem bobes no cabelo, é louca por política e fã de carteirinha do meu Blog, ela, olhando pela varanda da casa dela e constatando que nossa cidade está um tanto quanto esquisita (para não colocar uma palavra mais pesada), me olhou com aqueles olhinhos que a terra está perto de comer e me perguntou: "De quem é a culpa desse caos na nossa cidade, mizifiu???" Eu, com a delicadeza de um jumento, respondi: "Minha é que não é...". Mas a pergunta daquela senhora maribunda me fez pensar. De quem será a culpa desse caos, tanto político quanto administrativo, na nossa majestosa Camamu??? Tentarei responder.

Poderia culpar a Justiça. Sim. A JUSTIÇA!!!! Afinal, não foi ela quem deu posse ao atual gestor em pleno período eleitoral? Será que não sabia ela, a toda poderosa, que isso não acabaria bem? Não foi a justiça também quem demorou para julgar os processos de impugnação dos candidatos a prefeito, permitindo assim que dois candidatos inelegíveis disputassem o pleito e causassem a essa maior balburdia na qual nos encontramos? Mas não. Não culparei a justiça.

Poderia pôr a culpa nos candidatos. Foram eles, eximindo aí o candidato Chico Vasconcelos, que bancaram  uma campanha mesmo sabendo que não teriam chance nenhuma se tornarem aptos a disputar as eleições. Podemos dizer que enganaram boa parte da população, tiveram seus votos anulados e colocou o município nessa situação de incertezas. Teremos novas eleições? Teremos algum prefeito diplomado no dia 19 de dezembro? Perguntas sem respostas devido as ações dos nossos candidatos. Mas mesmo assim, não culparei os candidatos.

Poderia culpar a mídia regional, que vende espaços na sua programação e veicula noticias mentirosas para confundir o eleitor. Uma mídia tão corrupta quanto os corruptos que a compram. Poderia muito bem ser a culpada pelas mazelas do nosso município. Mas não culparei a mídia corrupta.

A culpa é nossa. Somos nós os responsáveis pelo caos camamuense. Nós que temos a maior arma de todas na nossas mãos e que não a usamos de forma correta. Nós que nos deixamos enganar por políticos mentirosos, que trocamos nosso voto por favores, por empregos, por blocos ou qualquer outra coisa que nos traga alguma vantagem. Nós que votamos por interesse próprio, não pelo interesse coletivo. Nós que somos coniventes com licitações fraudadas, com desvio de verba da educação, com super faturamento de notas fiscais. Nós que deixamos de votar em pessoas decentes para votar em quem já conhecemos a história. Nós. Somente nós.

Espero que NÓS (me incluo nesse rol), em caso de nova eleição, paremos para refletir sobre o que é melhor para nossa cidade. Deixemos de lado nossos interesses pessoais. Pensemos mais no nosso bem maior. Camamu. Afinal, cantamos com tanta vontade o nosso hino e dizemos que "teus filhos de ti tem orgulho, Majestosa Camamu", mas esquecemos de perguntar: será que nossa Majestosa Camamu tem orgulho de seus filhos pelo que eles fazem com ela? Fica a dica...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Companheiro é Companheiro. Mas FDP...

Sempre fui muito ligado a política. Acho que desde quando minha querida tia, mainha Nice, fugia da ditadura (não, meu tio não era tarado. Era a ditadura militar mesmo.) e eu habitava o ventre da minha mãe, quando percebia aquele rebuliço dentro de casa numa tentativa de esconder minha tia dos policiais, já ficava todo animado e pulava corda com o cordão umbilical. Acompanhei e lembro muito bem da eleição de 89. Aquela disputa entre Lula e Collor mexeu muito comigo, apesar dos meus mirrados 8 anos. A música do petista até hoje me emociona. No dia do pleito, mainha Nice foi presa por boca de urna e levou um sabão dos policiais (menina levada essa, viu???). Lembro dela contando e eu imaginando ela sendo ensaboada nos porões da delegacia. Coisa de menino.

Mas já naquela época admirava a união e o companheirismo dessa turma. Aquelas reuniões para decidir o melhor caminho para o futuro do país, as greves, as lutas de classe, os embates ideológicos, a perseverança por um ideal de libertação, etc... Muito boa essa época. Ainda hoje eles se unem. Só que é para defender mensaleiros, encobrir falcatruas, xingar juízes pelo simples fato deles terem tido a coragem de cumprir a lei, etc... Isso eu já não admiro. Mas ainda acho bonito o companheirismo deles.

Só que surgiu um novo tipo de companheirismo. O companheirismo de conveniência. Funciona assim: te convidam, te apresentam propostas lindas, lhe prometem mundos e fundos, tudo isso para alcançar o poder.  Quando lá chegam, tudo é diferente. Não podem cumprir as promessas, as propostas já não são bem aquelas, o que antes era importante passa a ser supérfluo, e ao final de tudo, vão curtir as suas economias, largam os pepinos nas mãos de quem os apoiou, dizem que de nada sabiam e lhe deixa abandonado, com uma mão na frente e outra atrás. Eles chamam isso de companheirismo. Eu chamo de sacanagem. Afinal, como diz o velho ditado: companheiro é companheiro; FDP é FDP.

DEUS SALVA JOAQUIM BARBOSA!!!!


P.S.1 -   Quero deixar claro que ainda acredito e defendo os ideais de esquerda do PT, PCdoB, PSB e outros partidos da ala socialista. Isso não é uma crítica. É uma reflexão acerca da condução feita por certos políticos ditos esquerdistas em TODO BRASIL.

P.S.2 - Viu dona Petelina???? Minha veia politica tarda mas não falha...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O futebol é nosso...

Minha vizinha, aquela senhora de bóbis na cabeça. Aquela que é apaixonada por política e leitora de carteirinha desse Blog xexelento. Pois essa véia, quando soube qual seria o tema dessa minha postagem, botou sua cabeça "bobiada" pra fora da janela, olhou para a minha face e berrou, com toda sua já mirrada força: "TRAIDOR...". Olhei para ela com meus olhinhos de pidão, fiz cara de triste e respondi: "Calma dona PeTelina; prometo que A PRÓXIMA será sobre política...".

Eu não podia deixar de falar do assunto mais comentado desta e das próximas semanas em todos os anais futebolístico aqui no Brasil. E logo de cara aproveito para perguntar: "Onde cargas d'água estavam com a cabeça José Maria Marín, presidente da CêBêFê, e o seu vice, aquele cidadão investigado pela Polícia Federal, Marco Polo del Nero (nome bunito da zorra) quando demitiram o técnico Mano Menezes da MINHA seleção, pouco meses antes da Copa das Confederações???". Logo agora que o cara tava achando um padrão de jogo??? Os jogadores entrosadinhos, motivadinhos e todos os inhos possíveis e imagináveis. Por que não fez isso logo após os Jogos Olímpicos, mízéra??? O motivo foi político ou futebolístico??? Perguntas sem respostas. E eu também já superei isso. Bola pra frente, que atrás (de lá ele) vem gente.

Rei morto, rei posto. Começa agora uma série de especulações acerca do nome que irá ocupar o cargo mais importante desse nosso Brasil. Felipão larga na frente, seguido de Muricy Ramalho e Tite. E até Pep Guardiola postula entre os prováveis treinadores do escrete canarinho. E com um certo favoritismo. E é aí que o bicho começa a pegar.

Será que realmente precisamos de um treinador estrangeiro para comandar um dos maiores símbolos dessa nação, no maior evento de futebol do mundo, que será realizado no nosso país? Sérgio Xavier, colunista da Revista Placar, disse muito sabiamente ao André Rizek (oto nome bunito da zorra) no programa Redação Sportv, que o povo brasileiro não quer o Pep Guardiola. Quer a forma de jogar do Barcelona de Pep Guardiola. Então, pera aí: Se queremos somente a filosofia do cara, por que não pegarmos SÓ esta filosofia??? Tem que trazer o pacote completo??? É tipo McDonald's? Pra comer o sanduíche tem que levar a bata frita e o refrigerante também???

Mas tem mais: essa filosofia que ele aplicou no Barça de Messi, ele aprendeu, adivinhem com quem??? Com o futebol brasileiro dos anos 80. Olha que louco. Queremos contratar um cara de fora, porque ele aplica um estilo de jogo que NÓS ensinamos a ele. Eu tô quase dando um tiro em Dona PeTelina de tão doido que eu tô ficando. O que fizeram com nosso futebol??? Aonde vamos parar??? E não venham me dizer que é xenofobismo não. E eu também tô pouco me lixando para essa espanholização do futebol mundial. Somos ou não somos o país do futebol? A pátria de chuteira? Éramos.

Politizaram o nosso amor maior. Fizeram com que os nosso jovens adorem os jogadores deles e ignorem os nossos. Torçam para os times deles e desprezem o nosso. Acompanhem os jogos deles e releguem os nossos. Mas eu não desisto. Digo e sempre direi que futebol bom é o nosso. Emoção como no nosso não há. Craques como os nossos tampouco. Pode até aparecer um Messi aqui, um Maradona acolá. Mas nada que se compare a Ronaldo, Romário, Zico, Sócrates, Bebeto, Garrincha, Tostão, Pelé, entre dezenas de outros. Podem acreditar no que eu digo: futebol bom é o nosso. E com gente nossa.

P.S.1 - Me façam o favor. FULECO??? Querem me envergonhar de vez, é cambada????

P.S.2 - Dona PeTelina, eu juro. Amanhã sai a postagem sobre política.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Messi: um jogador fabricado.

Bem amigos do Blog do Maron; seguindo a onda da minha última postagem, e pegando o embalo no "grande clássico" de logo mais entre Brasil e nosso hermanos, vou tecer algumas mal traçadas linhas sobre a grande paixão do brasileiro. Não! Não irei falar dos traseiros avantajados da mulher brasileira. Falarei sim, da batalha mais disputada entre os homens de boa vontade, da peleja que mobiliza multidões, do embate que causa taquicardia em nossos corações. Falarei dele, o ludopédio. Futebol para os íntimos.

E como em todo Brasil x Argentina sempre vem à tona aquela velha pergunta sobre quem é o melhor jogador do mundo, caberá a mim, com toda a polêmica que me é peculiar, tentar encerrar de uma vez por todas esta questão. Pelo menos aqui em casa.

É indiscutível que Messi é o melhor jogador em atividade. Os números comprovam isso. Autor de mais de 80 gols na temporada 2011/2012, Lionel Messi é dono de uma média fantástica de 0,70 gols/jogo. Se levarmos em consideração que ele atua como meia ofensivo, mesma posição de outro gênio do futebol, Zico, a média é mais impressionante ainda. 

Bom moço, avesso as baladas, fugitivo de carteirinha de polêmicas e de Marias Chuteiras (se tornou pai este ano), Lionel parece ter enterrado de vez a discussão que existia entre Pelé x Maradona. Óbvio, assim como o craque brasileiro, Messi nunca usou drogas, nunca atirou em jornalistas, tampouco foi pego em exames anti doping, atitudes essas cotidianas na vida de Dom Dieguito e que seriam mais que suficiente para  colocar Maradona anos luz atrás de Pelé.

Porém, e sempre tem um porém, algo me intriga: Messi aos 11 anos foi diagnosticado com um problema hormonal que retardava o seu crescimento. Messi então, ainda na Argentina, foi submetido a um tratamento caro (900 dólares mensais) que consistia em aplicações diárias de injeções. Este primeiro tratamento durou 1 ano e meio. Sem condições de continuar com o tratamento, o pai do craque resolveu tentar a sorte na Europa. Apresentou o filho ao Barcelona, que exitou em contratar o jogador, e só o fez após o técnico das divisões de base do clube avalizar a aquisição. Messi então passou por um tratamento mais rigoroso e ainda mais caro. Em menos de três anos, ele cresceu 30 centímetros.

Com todas essas informações, poderemos constatar que Messi foi um jogador fabricado em laboratório. A sua genialidade não seria suficiente sem uma estrutura corpórea que suportasse o esforço que as suas jogadas exigem. Messi, assim como outro craque brasileiro, Neymar, parece ser indestrutível. Pouco, ou quase nunca, apresenta contusões sérias que o deixa inativo por muito tempo, mesmo com toda a marcação que recebe. Será que isso seria possível sem tratamento específico? O fato não nos remete ao filme Rock IV, quando a extinta URSS apresentou um lutador de boxe fabricado em laboratório, o Ivan Dragon? Messi seria o Messi sem a ajuda dos avanços da medicina?

Na contramão dessas artimanhas genéticas, Pelé cresceu em um tempo onde a ciência ainda não se encontrava tão avançada. Sua genialidade é genuína, sem nenhum catalisador para otimizá-la. Pelé disputou 1.365 jogos, marcando 1.281 gols, o que nos dá uma média praticamente insuperável de 0,94 gols/jogo. Marcou o seu gol 1.000 aos 29 anos, numa idade onde nos idos anos 60, 70, muitos jogadores já estavam encerrando a sua carreira ou já aposentados.

Se contabilizarmos as contusões sofridas por Pelé, que não possuía avanços tecnológicos ao seu favor, e o seu tempo de recuperação das mesmas, veremos quão fantástico ele era. Porém poderíamos observar que os seus números poderiam ser bem mais significativos. Ficou de fora de quase toda a Copa do Mundo de 62, disputando apenas o primeiro jogo contra o México e marcando o segundo gol da vitória por 2x0. Na partida seguinte, contra a Tchecoslováquia, se machucou e não mais voltou a atuar pela competição. 

Mesmo com a ausência, o Brasil sagrou-se campeão naquele ano, assim como em 1958. Feito esse repetido pelo país e por Pelé em 1970. E são nos títulos onde mais uma vez Pelá leva vantagem em relação a Messi. Entre Copas do Mundo, Libertadores, Mundial de Clubes, entre outros, Pelé conquistou mais de 60 títulos. Messi conquistou até o momento "apenas" 30. Sem falar que ele deve um título de expressão pela Seleção Argentina.

Não questiono a genialidade e a grande capacidade de Leo Messi. Um jogador que está a frente do seu tempo. Um atleta capaz de tornar fácil o que para muitos parece impossível. Questiono contudo os métodos utilizados para alcançar essa genialidade e as comparações feitas a Pelé. Mas com tudo isso, acredito que essa discussão ainda irá se arrastar por muitos anos. Ou pelo menos até aparecer um outro craque argentino para ser comparado com o negão de Três Corações. Porque assim como Maradona, Messi vai nadar, nadar e morrer na praia. Pelé é e sempre será o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ensaio sobre Galvão Bueno

Há tempos que desejo fazer duas coisas: voltar a escrever no meu blog, e tecer uma opinião a respeito de Galvão Bueno. O blog foi repaginado, volta com novo layout, novo nome e novo endereço.
A opinião acerca de Galvão, começa agora....
Não tenho duvida nenhuma que o narrador esportivo Galvão Bueno é o maior profissional do ramo em atividade no Brasil. A forma como ele narra os eventos esportivos passa uma emoção genuína, que contagia o telespectador e nos faz sentir como se fizéssemos parte daquele momento. O seu patriotismo, no momento em que o Brasil passa por uma crise de pessimismo exagerado, nos faz sentir orgulho de sermos brasileiros. 
mas é claro que GB não é perfeito. Tem os seus defeitos como todo bom profissional. As vezes tece comentários sobre o que não entende, quer passar a imagem de sabe tudo e até destrata os colegas de transmissão. Mas, atire a primeira pedra na tela do computador quem nunca errou no exercício da sua função. E isso não é, creio eu, motivo para execrarmos qualquer profissional que seja.
O fato de Galvão não ser uma unanimidade não nos dá o direito de agressões gratuitas a ele. Quem não gosta, mude de canal, ponha a TV no mute, saia de casa, vá tomar uma cerveja ou faça o que bem entender. O que não pode acontecer é uma ínfima parcela da sociedade, passar a imagem para o resto do mundo de que os brasileiros são trogloditas, truculentos e mal educados como ocorreu na transmissão do último UFC RIO, onde pessoas gritavam palavras impublicáveis com o único intuito agredir um profissional no seu local de trabalho. 
E se a moda pega? Teria eu direito de agredir o gerente do meu banco por que o atendimento prestado não me agrada? Teria eu direito de agredir o apresentador do telejornal que passa notícias tendenciosas? Poderia eu socar o jogador do meu time pelo fato do mesmo não ter sido campeão? Repito: não temos o direito de agredir nenhum profissional. Outras formas de protesto são bem mais eficazes. 
Que o povo brasileiro não seja mais obrigado a passar por constrangimentos como o ocorrido no MMA. Iremos sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Que nossos visitantes levem de nós uma imagem de um povo festivo, alegre e educado. Não de um povo mal educado, como meia dúzia de babacas querem passar.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Não seremos vítimas da babárie


A melhor definição sobre esta província lambuzada de dendê e de boréstia foi feita pelo menino Otávio Mangabeira. “A Bahia está tão atrasada que, quando o mundo se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”.  Touché!

Porém, quando o tema é estupidez, perdoem-me os gaúchos pela falta de modéstia, estamos sempre na vanguarda. Não foi à toa que o mesmo Mangabeira proferiu o axioma definitivo que, de tão verdadeiro e repetido, já se tornou um clichê.  “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.
E para que não me acuse apenas de só tergiversar sobre o pretérito (seja lá que porra isto signifique), informo que neste 3 de abril do ano da graça de 2012, também conhecido como terça-feira, as otoridades baianas estão reunidas para conspirar contra o destino do Ba x VI e do Brasil – o que dá no mesmo. Para que vocês não se percam neste emaranhado de prosopopeias, encerro este terceiro parágrafo fazendo algo que contraria minha religião: serei  objetivo. Seguinte é este. Estão querendo transformar Salvador na primeira capital a ter clássico com apenas uma torcida no estádio.
É graça uma porra desta!

Ah, sim, antes que algum apressado venha dizer que estamos atrasados, pois Minas Gerais já saiu na frente nesta demência, informo que o caso mineiro ficou restrito ao interior. E a restrição só ocorreu lá, única e exclusivamente, porque não tinham condições de usar nem o Mineirão nem o Independência. Então, o título de capital que pode inventar a infâmia é nosso, ninguém tasca. 
Porém, não deixa de ser verdade que Minas serviu de inspiração aos nossos dementes. Afinal, uma outra tradição cara aos mandatários baianos de todas as épocas (baixo) quilates é macaquear decisões  ineficazes do sul/sudeste maravilha.

O mais triste de tudo isso é que os donos do poder na Bahia fazem questão de ignorar nossas peculiaridades. Agora mesmo, esqueceram as potencialidades de nossa bela orla e a entregaram graciosamente à especulação imobiliária para concretizar um ridículo processo de miamização.
Derivo, derivo, sei, mas o fato é que nunca se respeita as nossas boas tradições.  Voltemos ao Ludopédio. Ao contrário de outros centros urbanos,  a relação das torcidas rivais aqui sempre foi marcada por uma, como direi, gentil sacanagem, com um pouco mais d epimenta aqui ou acolá. Há pouco mais de uma década, por exemplo, tínhamos um espaço para a torcida mista, onde fanáticos do Bahia conviviam no mesmo cimento que sectários do Vitória. 

Então, em vez de trabalhar no regaste desta cultura de civilidade, os homens da lei e da ordem querem impor a cultura do medo. Usam como precário pretexto umas rusgas entre as torcidas organizadas das duas agremiações para espalhar o pânico e aprovar esta medida proibitivamente idiota.

Por falar em medo, na mesma semana em que houve a primeira reunião para se debater esta estupidez de uma torcida só aqui na Bahia, Eduardo Galeano dizia o seguinte em entrevista ao La República, do Uruguay, o lared21i. “Te enseñan a ver al prójimo como una amenaza y te prohíben verlo como una promesa o sea el prójimo, ese señor, esa señora que anda por ahí, puede robarte, violarte, secuestrarte, engañarte, mentirte, rara vez ofrecerte algo que valga la pena recibir. Creo que eso forma parte de una dictadura universal del miedo. Estamos entrenados para tener miedo de todo y de todos”.

Pois muito bem. Enquanto eles semeiam o medo, e ganham adeptos de conveniência,  nós  decidimos apostar na esperança de que é possível (e preciso)  convivermos com os amigos que escolheram outra equipe para torcer sem que isso signifique capitulação.

Foi assim que, com a autorização dos integrantes do Movimento Somos Mias Vitória (MSMV), contatei o pessoal do Bora Bahea Minha Porra (BBMP) para, juntos, levantarmos a bandeira unificada do respeito ao torcedor, que merece ver seu time nos estádios dividindo o mesmo espaço que seu adversário.
Não podemos e não vamos ficar reféns da barbárie. E Salvador não vai ser a primeira capital a implantar a segregação das torcidas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aviso aos navegantes

Circula em Camamu um pasquim, prática adotada por todos os lados políticos da nossa cidade, onde pessoas são humilhadas e esculhambadas de forma pessoal e covarde. De antemão gostaria de avisar a todos que sou contra esse tipo de expediente. Achei de muito mal gosto, pois entra na seara da vida pessoal de cada um. E coincidentemente todas são ligadas ao senhor Américo. 
Ao receber uma cópia deste instrumento no dia de ontem, já fiquei resignado por se tratar de uma escrita anônima, sem a identificação do autor. Quem me conhece sabe que sou completamente contra esse tipo de atitude covarde e desqualificada.
Ocorre que algumas pessoas estão creditando esta façanha a minha pessoa. Talvez pelo fato de precisarem de um bode expiatório para justificar alguma coisa. Digo sem medo de errar que não escrevi, não sei quem escreveu e nem sequer tinha conhecimento desse material.
Por isso, para as pessoas que estão me acusando de ser o autor desse material, medidas judiciais já estão sendo tomadas. Estarei prestando queixa na delegacia ainda hoje e entrarei com uma ação de calúnia e difamação, pois todos sabem que jamais escreveria algo daquele tipo, principalmente envolvendo pessoas que sequer tenho divergências políticas, como Dr. Ilton, Sr. Ildo Cunha (a quem tenho o maior carinho e respeito por ele e toda sua família), Carlos do Cacau, Antônio de Zezito e outros. Os que descordo politicamente, debato as idéias e não a vida pessoal de cada um. E quando eu o faço, faço, assumo e assino.
Sem mais...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Selvageria contra Lula foi "ensinada" pela imprensa


Não há porque o jornalista Gilberto Dimenstein se espantar com a falta de educação de leitores da Folha em relação à doença de Lula. Nem pode se supreender quando olhar as caixas de comentários dos portais do Estadão, do Globo e da Veja, por exemplo.
A selvageria, que se esconde muitas vezes sob o manto do anonimato, nada mais é do que a continuidade do primitivismo jornalístico praticado por muitos dos seus próprios colegas de trabalho, seja na Folha, seja nos outros veículos acima citados.
O modo como os blogueiros selvagens da Veja - com especial atenção aos dois leões de chácara  Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes - se referem ao ex-presidente, e o ódio que eles encarnam, não é muito diferente do modo como alguns representantes de uma classe média deseducada - felizmente, minoritária - se refere àquele que saiu do poder com 80% de aprovação.
Exercícios de falta de educação e decoro jornalístico podem ser encontrados em editoriais - um espaço que, por definição, deveria representar a voz respeitosa dos veículos - do Globo, da Folha e do Estadão, com xingamentos e referências sem escrúpulos a Luis Ignácio da Silva.
Assim como a repulsa mostrada por comentaristas e parajornalistas contra os eleitores de Lula resultou num clima de xenofobia e preconceito jamais observado publicamente neste país, a voz carregada de nojo e ódio de uma Lucia Hipólito - que  não conseguiu esconder o júbilo pela doença de Lula - ou de um Arnaldo Jabor, ou ainda de um Merval Pereira, produzem seus ecos no comportamento de leitores que não conheceram a civilidade e as regras de comportamento do espaço público.
Autores desqualificados produzem ou pelo menos atraem leitores desqualificados. Antes de se envergonhar dos leitores, Gilberto Dimenstein deveria se envergonhar de alguns nomes que compartilham com ele o mesmo ambiente midiático.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

o Barbeiro


O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.

O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PM diz não ter provas contra Orlando Silva


O policial militar João Dias Ferreira disse hoje (24) que não possui nenhuma prova do envolvimento do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), e de seu antecessor, Agnelo Queiroz (PT), no suposto esquema de desvios de recursos públicos do Ministério. João Dias afirmou categoricamente que não gravou diálogos de Orlando Silva e que não há nada que o incrimine. "Em nenhuma delas [das gravações] tem a voz do ministro".



As declarações foram dadas quando o policial militar prestou novo depoimento e entregou à Polícia Federal (PF) um aparelho de telefone celular contendo 13 gravações de conversas dele com membros do Ministério do Esporte. Segundo ele, nos diálogos seria possível identificar a intenção de fraudar prestações de contas dos convênios que firmou com a pasta.

O acusador também levou quatro ofícios emitidos pelo Ministério que, segundo ele, contêm “informações contraditórias" sobre a fiscalização dos repasses de verbas da pasta a entidades conveniadas. O material envolveria assessores da cúpula do ministério. Mas, até o momento, segundo a PF, não há qualquer comprovação da participação do ministro Orlando Silva no suposto esquema.

O celular foi encaminhado para perícia e os resultados devem ser divulgados na próxima semana, segundo a PF. Em seu novo depoimento, nada mais foi acrescentado nas investigações. Ele continua afirmando que está sendo “ameaçado e perseguido” por conta das denúncias que apresentou à revista Veja, que publicou matéria na edição da semana passada somente baseada na entrevista feita com João Dias. No entanto, negou proteção especial.

O policial, que deve depor a uma comissão da Câmara dos Deputados nos próximos dias, acusou o ministro do Esporte, Orlando Silva, de integrar um esquema de desvio de verbas públicas do programa Segundo Tempo.

Nova reportagem sem provas

Na edição desta semana, a revista Veja transcreveu um diálogo que teria ocorrido em abril de 2008, entre João Dias e dois servidores do Ministério do Esporte. Na transcrição do semanário, eles combinam o envio de um documento à Polícia Militar desmentindo supostas irregularidades na execução de convênios firmados entre a pasta e ONGs controladas pelo policial.

Em nota divulgada neste sábado (22), o Ministério do Esporte questionou a apresentação da conversa transcrita pela revista da editora Abril. Segundo o texto, a pasta pedirá à PF para incorporar a gravação à investigação em andamento sobre o suposto esquema de desvio. 

"A manipulação começa já na abertura da reportagem. A revista faz uma montagem e cola sobre uma foto do ministro a frase entre aspas: 'A coisa fugiu do controle', declaração que o ministro nunca fez", diz um trecho da nota. 

Há pouco, o ministério divulgou nova nota informando que o "secretário-executivo do Ministério do Esporte, Waldemar de Souza, constituiu nesta segunda-feira, 24 de outubro, uma Comissão de Sindicância para investigar acusações publicadas pela revista Veja, nas páginas 88, 89 e 90 da sua edição número 2240, de suposto envolvimento de servidores do Ministério em irregularidades administrativas".



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ataques ao PCdoB: A verdade prevalecerá...


Desde o último final de semana (15 e 16 de outubro), o Partido Comunista do Brasil tem sido alvo de uma verdadeira “caçada”, só comparável às criminosas investidas de que foi vítima à época de períodos autoritários da nossa história. Este ataque faz parte das ações do campo reacionário de tentar desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff. Nesta “operação”, usam as armas sujas da calúnia e da mentira.

Ela foi desencadeada por uma matéria mentirosa publicada pela revista Veja, dia 15 passado, lançando calúnias contra o Partido e o ministro do Esporte, Orlando Silva. Contra esse ataque ignominioso, o PCdoB – com o apoio do campo democrático e popular, de seus aliados e amigos, com a firmeza de sua militância – trava uma importante batalha na qual defende a honra e a dignidade do ministro Orlando Silva e da própria trajetória de 90 anos de lutas da legenda comunista em defesa do Brasil e de seu povo. O Partido rechaça as falsas acusações que lhe são feitas e apoia o ministro Orlando.

Dirigimo-nos ao povo, aos trabalhadores, aos partidos e ao movimento social, às legendas da base aliada do governo, transmitindo-lhes a certeza de que, baixada a poeira da calúnia, a verdade irá prevalecer sobre a mentira. Ficará demonstrado que essa orquestração – de grandes veículos dos monopólios que controlam a comunicação e dos setores políticos mais reacionários do país contra os comunistas – vem da crescente força política e social de nossa histórica legenda. 

O fortalecimento de um Partido revolucionário como o PCdoB incomoda os poderosos. Essa armação faz parte de um objetivo mais amplo dos reacionários de barrar o fortalecimento das forças democráticas e progressistas e golpear o governo da presidente Dilma Rousseff, no momento em que ela lidera com êxito a defesa do Brasil ante os efeitos danosos da crise capitalista mundial.

O ataque é feito com “munição podre”

Nessa campanha contra o Partido usam sempre uma mesma fórmula: assacam contra as lideranças comunistas que exercem responsabilidades no governo federal para, de tabela, atingir o Partido, como instituição. O objetivo é manchar a honra da legenda e enlamear suas lideranças. Na ausência de fatos, na inexistência de provas, recorrem a um enredo falso, e a testemunhas desqualificadas.Caso típico é a matéria publicada na revista Veja, na citada edição, que, sem apresentar provas, acusa o PCdoB de ter montado “uma estrutura dentro do Ministério do Esporte para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada”. Diz que o ministro do Esporte, Orlando Silva, seria o “chefe” desta operação fraudulenta. Não há na pretensa reportagem absolutamente nada para sustentar tão grave acusação. A revista se apoia tão somente nas palavras de João Dias que, em suas declarações, não apresenta nenhuma prova concreta. E mais: ele é um indivíduo sem idoneidade. Ano passado foi preso, acusado de corrupção pela Operação Shaolin da Polícia Civil do Distrito Federal (DF), e, segundo a investigação, o dinheiro foi usado para construir uma mansão, adquirir carros luxuosos e montar rede de academias de ginástica.

Além disso, como soldado, ele é investigado pela própria Polícia Militar e é réu em processo do Ministério Público que o acusa de apropriação indébita de recursos públicos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal, também, requer que João Dias devolva aos cofres públicos mais de R$ 3 milhões. Para tentar dar-lhe alguma credibilidade, a reportagem repete, por várias vezes, que João Dias “é militante do PCdoB”. Não procede. Na verdade ele teve um vínculo efêmero com a nossa seção do Distrito Federal. Soldado da PM, se filiou para se candidatar em 2006 e, imediatamente depois da eleição, conforme a legislação ordena, foi desligado de nosso Partido. Quanto à “bombástica” denúncia da revista Veja de que o ministro teria recebido propina na garagem do Ministério, é uma mentira tão descarada que o próprio farsante João Dias já recuou. “Não. E em nenhum momento falei que vi o ministro receber”, conforme declaração ao jornal Folha de S. Paulo.

É falsa a acusação de que há vínculo entre as finanças do Partido e ONGs

Desde a referida publicação da revista Veja, o monopólio midiático tem divulgado até a saturação a calúnia de que o PCdoB teria desviado dinheiro público do Programa Segundo Tempo, utilizando-se de ONGs. Dois fatos desmascaram essa infâmia, mil vezes repetida:

1) O PCdoB tem suas contas fiscalizadas e aprovadas pelas instituições competentes da República. O mesmo acontece com a gestão de suas lideranças que exercem funções no governo federal. Legalizado em 1985, participou de todas as campanhas eleitorais e as prestações de contas de todas elas foram integralmente aprovadas pelos Tribunais. Os atuais arremedos de reportagens disseminam que o Partido recorre a ilicitudes para custear as campanhas. Por que, então, nenhum órgão fiscalizador e nem os adversários questionaram a prestação de contas do PCdoB? Exatamente porque é mentira, não há base real, não há fatos.

2) O Ministério do Esporte informa que o Programa Segundo Tempo atende, na atualidade, a mais de um milhão e oitocentas mil crianças e adolescentes carentes. Desde a criação deste programa, foram firmados 910 convênios com mais de duas centenas de instituições federais, de governos estaduais, de prefeituras e, também, de entidades populares e ONGs. E rigorosamente nenhuma triagem ou distinção de referência partidária é feita para que sejam estabelecidos estes convênios. Em todos estes entes há cidadãos e cidadãs filiados aos mais diversos partidos. Essas reportagens “pinçam”, neste amplo universo, determinadas entidades servindo-se de um critério muito usado à época das ditaduras. Informam, ou melhor, denunciam que nesta há “dois comunistas”, naquela outra “tem um”, e assim por diante. Por fim, sem apresentar nenhuma evidência, nenhum indício, estampam a mentira que vincula as finanças do Partido com as atividades destas entidades. Omitem que o sistema de controle e fiscalização do Ministério do Esporte cobra, cancela os contratos irregulares independentemente de quem os coordena. A ONG Pra frente Brasil, que atua no estado de São Paulo – exemplo citado pelos caluniadores como pretensa prova da referida fraude –, tem convênios com prefeituras administradas por legendas da oposição e da situação: PSDB, PPS, DEM, PV, PT, PMDB, PDT, PSB.

Também omitem que o Ministério do Esporte, com o objetivo de combater desvios e irregularidades na execução daquele Programa, adotou, na gestão do ministro Orlando Silva, um conjunto de medidas moralizadoras. Atualmente, das 232 instituições e entidades conveniadas, apenas 27 são ONGs e, em 2012, com o vencimento de convênios, não haverá mais nenhuma. Daqui por diante, tal como ocorreu em julho último, somente entidades governamentais poderão se conveniar por intermédio de seleção pública.

Resposta do ministro Orlando é altiva e esclarecedora

O ministro Orlando Silva, vítima dessa campanha de linchamento, reagiu desde a primeira hora com a coragem e altivez de um homem honrado que é criminosamente atacado. Seguro e convicto de sua inocência, ele tomou uma série de atitudes. De sua livre iniciativa solicitou à Polícia Federal, à Procuradoria Geral da República, ao Ministério Público Federal, à Controladoria Geral da União e à Comissão de Ética da Presidência da República que investiguem as denúncias apresentadas por esse caluniador, João Dias. Abriu à Justiça seus sigilos fiscal, bancário, telefônico e de correspondência. Também por sua iniciativa, depôs em audiências públicas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, nas quais, de modo convincente, respondeu aos questionamentos dos parlamentares. Da base do governo, a exemplo das declarações públicas da presidente Dilma Rousseff, recebeu pronunciamentos uníssonos de confiança e respeito ao seu trabalho. Mesmo de setores da oposição foi tratado com respeito.

O ministro tem desmascarado cada uma das acusações e apresentado provas que atestam que o caluniador João Dias é um corrupto. Esse indivíduo firmou em 2005 e 2006 dois convênios com o Ministério do Esporte referentes ao Programa Segundo Tempo. Recebeu o dinheiro previsto no convênio e não realizou as obrigações devidas. Resultado, o ministro Orlando encaminhou, já em junho de 2010, um expediente ao Tribunal de Contas da União (TCU) que exige que João Dias devolva aos cofres públicos mais de R$ 3 milhões. É descabido, portanto, a versão do farsante de que o Ministério teria feito um acordo para poupá-lo. Tudo indica, portanto, que esse desclassificado age por vingança, por represália contra a medida moralizadora do Ministério do Esporte. Pode ainda estar agindo a soldo de outros interesses.A gestão do ministro Orlando Silva fortaleceu o esporte no Brasil e deu uma dimensão importante a um Ministério que, praticamente, não existia. Uma das provas disso é participação da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos que ora se realizam no México. É a maior delegação brasileira já enviada ao exterior para essa competição. A delegação tem tido um bom desempenho com a conquista de destacadas medalhas. Orlando teve um papel relevante para o Brasil sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Agora, as ações para garantir com eficácia e lisura estes dois mega eventos, obviamente, contrariam interesses de grupos poderosos. O porte que hoje tem o Ministério provoca cobiça. Destes aspectos podem emanar motivações mais de fundo para os ataques que recebe.

PCdoB: zelo e rigor na defesa do patrimônio público

Para o PCdoB, todo partido político e qualquer personalidade que exerça responsabilidade de governo deve exemplarmente primar pela honestidade e por um rigoroso zelo na defesa dos recursos públicos. Para os comunistas, então, essa diretriz, além de ser um dever básico, é um princípio. O combate à corrupção, aspiração legítima da sociedade, precisa ser prática permanente por intermédio das leis e das instituições da República. O PCdoB não teme nenhuma investigação! Ao contrário, incentiva-as, como fez agora o ministro do Esporte, Orlando Silva.

Crescimento do PCdoB incomoda os poderosos

Essa campanha orquestrada contra o PCdoB, marcada pelo uso de “armas sujas”, é produto da situação política do Brasil que confronta dois polos: do avanço e do retrocesso, do desenvolvimento soberano com distribuição de renda versus a ganância do capital especulativo, do rentismo. Nestas circunstâncias, a trajetória de crescente força social e política do PCdoB incomoda o campo político retrógrado.

O Partido Comunista do Brasil, com 90 anos de atuação na história brasileira, não se intimidará ante essa verdadeira “caçada” que lhe empreendem. O objetivo é desacreditá-lo. Além dessa campanha caluniosa, nos combatem pela vertente ideológica com o disparate de que o Partido teria perdido seus ideais. Ao contrário, o PCdoB se revigorou mantendo sua identidade e seus princípios expressos nos seus Estatutos e no seu Programa Socialista. Ele se fortalece com uma definição programática e política adequada às exigências do presente, atuante nas dimensões da luta política, social e de ideias. Por isto, adquiriu a condição de um Partido contemporâneo e revolucionário que eleva seu prestígio político e cresce seu coletivo militante. Assim se qualificou para assumir maiores responsabilidades perante a Nação. O que os reacionários desejam é um PCdoB pequeno que simplesmente reafirme princípios e seja lançado à margem da história. Mas, o Partido floresce, com um programa e uma política que responde aos desafios do século 21.

Mobilização em defesa do Partido

O PCdoB defenderá de modo implacável a dignidade de sua legenda e de suas lideranças. As direções, o coletivo militante, as lideranças do movimento social, os parlamentares, todos somos chamados a realizar uma campanha em defesa do Partido. Devemos ir ao encontro do povo, dos trabalhadores, dos amigos e aliados, apresentando a verdade e combatendo a mentira. Uma campanha com uma propaganda esclarecedora e afirmativa do legado dos comunistas em defesa do Brasil e do seu povo. Vamos demonstrar que a única mancha que há em nossa bandeira é a do sangue dos seus militantes que tombaram para que o Brasil conquistasse a democracia na qual hoje se apoia para ser uma grande Nação.

A coerência do PCdoB, sua fidelidade à luta dos trabalhadores e seu compromisso com os interesses do Brasil, o apoio que nesta hora tem recebido do povo e das forças democráticas do país, o alimentam a desmascarar essa campanha difamatória e seguir avante na batalha por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que conduza o país a um estágio mais avançado de sua construção, no rumo do socialismo.Brasília, 20 de outubro de 2011
A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)